segunda-feira, junho 21

(?)


Que ar é esse que eu respiro que não é teu também? Que roupa é essa, que não fui eu quem escolheu? Que silêncio é esse, que não é cessado pela tua voz? Que espaço é esse na minha cama, junto com aqueles cobertores emaranhados? Que sorriso é esse, que, no momento, só posso ver através dessa foto? 
Quem sou eu, se não estou com você?

Sensação da angústia e da dor

Por muito tempo você acreditou que viveria o resto dos seus dias sem jamais voltar a cruzar o meu caminho. No entanto, ecoa pelo ar e chega aos teus ouvidos a minha voz e minha figura te ocupa o fundo dos olhos, seja qual for o lado que você esteja a olhar. É o tempo fazendo a justiça que eu tive preguiça de lutar para obter. É o dia-após-o-outro, é o aqui-se-faz-aqui-se-paga em dose pura e concentrada, vagando pelas tuas veias, te matando aos poucos. É cada aresta de cada letra de cada frase que eu escrevo te cortando a pele como uma navalha cega. É a imagem, o som e a sensação da angústia e da dor. É o tormento causado pela lembrança que hoje bate à sua porta. Oi. Desligue o rádio e a TV. Eu vou estar no seu programa favorito.

...

Fica o vazio, após o tchau. Fica o fantasma, quando o concreto se vai. Ficam as marcas de poeira ao redor dos quadros e os longos fios substituindo o ar. Ficamos eu e você, aqui e aí. Um vazio momentâneo, uma saudade permanente, uma dor que vai e vem, alternada com uma apaixonada e obscecada psicose, que só entende quem sente. Mas vai passar.

sábado, junho 19

Lost

Perdi alguma coisa que me era essencial, e que já não me é mais. Não me é necessária, assim como se eu tivesse perdido uma terceira perna que até então me impossibilitava de andar mas que fazia de mim um tripé estável. Essa terceira perna eu perdi. E voltei a ser uma pessoa que nunca fui. Voltei a ter o que nunca tive: apenas as duas pernas. Sei que somente com as duas pernas é que posso caminhar. Mas a ausência inútil da terceira me faz falta e me assusta. Era ela que fazia de mim uma coisa encontável por mim mesma, e sem sequer precisar me procurar.

sábado, junho 5

C: Pode acreditar em mim agora.
B: Só isso?
C: Eu também te amo.
B: Pode dizer de novo? Estou falando sério. Diga de novo.
C: Eu te amo. Te amo. São 3, 4... Te amo.

Estranha Sensação.

Hoje me sinto estranha. É como se o mundo tivesse parado só pra sentir a minha dor. Mas não é assim, breve ilusão. Ninguém liga, ninguém se importa, ninguém quer saber. Minha dor nunca foi a maior e nunca vai ser, mas pra mim ela é insuportável. Hoje ta sendo um dia estranho, não sei se é porque me sinto estranha, mas eu sinto que falta algo. Olho ao redor, fecho os olhos, abro a mente, abro o coração, mas não sei o que é, só sei que é um vazio tão grande que espreme meu coração e rapidamente faz as malditas lagrimas caírem. Sensação de vazio, sabe? Uma coisa que te toma conta e você fica sem saber o que fazer, pra onde ir, como agir. E o quê mais poderia estar envolvido nisso? O amor (talvez).

quinta-feira, junho 3

Onde quer que eu esteja.

Essa é a história da primeira e ultima vez que me apaixonei, pelo lindo, complicado e fascinante homem que habita a minha alma.Vou dizer isso enquanto ainda tenho chance. Estando juntos ou não, você sempre vai ser o homem da minha vida. A única mulher que eu vou sempre invejar, vai ser aquela que tiver o seu coração, pois sempre acreditei que é meu destino ser esta mulher. Se nunca nos virmos de novo, e você estiver andando … e sentir uma certa presença ao seu lado, serei eu, amando você onde quer que eu esteja.

Inalcanzable ♥

''Te siento tan distante y tan cerca a la vez decifrando tu silencio. Y entonces me imagino dentro de tu piel, pero pierdo en el intento. Y por más que busco darte amor nunca te fijaste en mi si supieras que puedo morir por ti, por ti! [...] Pervivo en la vereda de tu soledad cuando alguien te lastima que ganas de decirte que no hay nadie más que te ame sin medida. Como duele verte suspirar por quien no te hace feliz, si supieras que puedo morir por ti, por ti (...) ''

Aqui vai uma dica. :*

''Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que faz sofrer. (...) Eu sei assim reconhecer aquele que ama verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.''

Evidente?

"Olha, eu estou te escrevendo só pra dizer que se você tivesse telefonado hoje eu ia dizer tanta, mas tanta coisa. Talvez mesmo conseguisse dizer tudo aquilo que escondo desde o começo, um pouco por timidez, por vergonha, por falta de oportunidade, mas principalmente porque todos me dizem que sou demais precipitado, que coloco em palavras todo o meu processo mental (processo mental: é exatamente assim que eles dizem, e eu acho engraçado) e que isso assusta as pessoas, e que é preciso disfarçar, jogar, esconder, mentir. Eu não queria que fosse assim. Eu queria que tudo fosse muito mais limpo e muito mais claro, mas eles não me deixam, você não me deixa."

D E S C U L P A !

Desculpa se sou movida a sentimentos. Se só funciono com beijos, carinhos e palavras apaixonadas. Desculpa se preciso de dedicação especial, se sou insegura e não me garanto como você. Desculpa se exijo mais cuidados do que você pode me dar. Desculpa se não olhei pros lados antes de atravessar a linha que leva ao amor. Desculpa se não pensei duas vezes antes de mergulhar de cabeça no nosso romance, se me entreguei sem titubear, incondicionalmente. Desculpa se sou humana, se erro tentando acertar. Desculpa se fui sincera, se confiei e busquei em você a compreensão que você não pôde me oferecer. Desculpa se acreditei em nós dois mais do que deveria, se me apego fácil e não sei gostar só um pouquinho. Desculpa se não pude ser a namorada que você queria ter. Todavia, não sei se devo me desculpar, já que nem ao menos estou certa de que consigo te absolver. Não sei se te perdôo pelas coisas que você fez sem pensar, pelas suas palavras amargas ou seu silêncio indiferente. Não sei se te perdôo pelas noites que não dormi, pelas madrugadas que chamei e você não me atendeu. Não sei se te perdôo pelas lágrimas que derramei e pelas que ainda insistem em escorrer pelo meu rosto. Não sei se te perdôo por me julgar e criticar sem ao menos me ouvir ou tentar entender. Não sei se te perdôo por brincar com meus sentimentos, por desprezar o que senti e sinto por você, por me humilhar quando o que eu mais queria era teu alento. Não sei se te perdôo por tudo o que sofri por você. Sei que você não quer minhas desculpas, que tampouco busca meu perdão. No entanto, insisto: desculpa se quero te odiar mesmo te amando com todas as minhas forças.

(...)

Livrar-se de uma lembrança é um processo lento, impossível de programar. Ninguém consegue tirar alguém da cabeça na hora que quer, e às vezes a única solução é inverter o jogo: em vez de tentar não pensar na pessoa, esgotar a dor. Permitir-se recordar, chorar, ter saudade. Um dia a ferida cicatriza e você, de tão acostumada com ela, acaba por esquecê-la. Com fórceps é que a criatura não sai.

Preguiça!

Tem dias que dá preguiça mesmo de viver. A gente olha pra própria vidinha mais ou menos e se pergunta: o que, diabos, eu estou fazendo aqui? A resposta, a gente não consegue dar. Mas tem dias que simplesmente não dá. Não dá pra acreditar no futuro, no presente e desconfiamos até mesmo do passado. Tem horas que a gente parece estar no meio de um pesadelo (ou no meio de um sonho bom que nunca vai se realizar). Tem dias que não dá pra acreditar que a Xuxa usa hidratante Monange, que a Gisele Bündchen usa Pantene e que a Carolina Dieckmann tem dentes sensíveis. Chega uma hora que a realidade te espreme num canto, te dá um tapa na cara e te pergunta: o que é que você está fazendo aqui?